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História

DA AGRICULTURA AO TURISMO

Decadência da agricultura e o advento do turismo

Em fins do século XIX, a introdução do trabalho livre e a criação de uma infraestrutura voltada para a nova produção em bases capitalistas conduz à decadência da grande produção agrícola da ilha que fica fora do novo circuito de produção e comercialização.

Contribuíram para a sua decadência, bem como para a de outras cidades do litoral norte, a interrupção da construção da estrada de ferro que ligaria as cidades do Vale do Paraíba ao porto de Ubatuba e São Sebastião por conta da sublevação da Armada e a guerra civil que se seguiu. A abertura da “São Paulo – Rio de Janeiro” – que passaria a se chamar Central do Brasil – também resultou no desvio de mercadorias dos portos do litoral norte paulista.

Tem início um período de grande isolamento e retraimento econômico que acaba com a produção em larga escala das fazendas de café. Progressivamente as atividades econômicas passam a se restringir à produção familiar voltada para o consumo interno (banana, laranja, abacate, jaca, feijão, milho e mandioca).

Vila Bela entraria nesse momento num significativo período de estagnação econômica que só começaria a mudar a partir do início do século XX com a produção de cachaça em engenhos que funcionavam, em sua maioria, com rodas d’água. A cachaça, assim como o excedente da produção de subsistência, era transportada em pipas levadas pelas canoas de voga e vendidas em Santos.

Contudo, a crise de 1929 agravou ainda mais a situação econômica da Vila que, não tendo arrecadação suficiente para arcar com os custos de sua própria administração, acabou novamente anexada ao município de São Sebastião em 21 de maio de 1934.

A revolta da população foi tamanha que em 5 de dezembro de 1934, poucos meses depois, o governo estadual elevou novamente Vila Bela a condição de município. Seu nome sofreria alterações quando em 1º de janeiro de 1939 Vila Bela passaria a se chamar Vilabela e pouco tempo depois, em 4 de maio de 1940 – através de um decreto assinado por Adhemar de Barros –  passaria a ser denominada Formosa.

Contudo, a recusa dos moradores a esse novo nome através do “Movimento anti-Formosa” liderado pelo professor Malachias de Oliveira Freitas, resultou em nova alteração assinada em 30 de janeiro de 1944 que começaria a valer em primeiro de janeiro de 1945 alterando, finalmente, o nome de Formosa para Ilhabela.

A partir da segunda metade do século XX a produção da cachaça entra em declínio sendo encerrada definitivamente no final da década de 1970. Nesse mesmo período tem início a chegada dos primeiros migrantes e turistas, estes últimos vindos principalmente da capital paulista com o intuito de adquirir propriedades na ilha.

O turismo desenvolveu-se com mais intensidade a partir da década de 1960 (com o advento da balsa em 1958) e com a melhoria das estradas de ligação entre São José dos Campos e Caraguatatuba, e entre esta e a de São Sebastião, e atualmente representa a base econômica da Ilhabela e ganha cada vez mais destaque.

Texto: Cintia Bendazzoli